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Top 5 de Lições Que MLP: FiM Ensina Aos Adultos [ARTIGO]

18 abr

Bom dia, everypony!

Primeiramente, peço desculpas pelas atualizações terem sido tão infrequentes aqui. Sei que há a prática de ter, ao menos, um post por dia, mas… não tem sido possível.

O lado bom é que a nossa querida Princesa Celestia Petra está para voltar e aí, com todos os pôneis juntos, conseguiremos voltar ao ritmo normal que todos estamos acostumados com o EquestriaBR.

Desde já agradeço o “amor e tolerância” de vocês 🙂

Ontem deveria ter sido a “Terça-Feira-Dos-Artigos”, mas… bem, fazendo excepcionalmente hoje a “Quarta-Feira-do-Artigo” ( 🙂 ) encontrei esse excelente artigo feito pela blogueira Liz Ohanesian do jornal Los Angeles Weekly. É muito bom para quem já teve que responder àquela pergunta “Mas por que você gosta tanto de um desenho que é (ou deveria ser) para meninas pequenas?” (Quem nunca….?) e precisa de mais argumentos para explicar. Também é curtinho e de fácil leitura.

★  ★  

Por Liz Ohanesian  / Tradução: Gabriel “Neo Nights” Dias
Publicado originalmente no Los Angeles Weekly, 16/04/2012
Matéria Original Aqui 


É fácil esquecer que My Little Pony: Friendship is Magic é um desenho para crianças. Afinal, a maioria que vemos vestidos como Rainbow Dash nas convenções são adultos – conhecidos como Bronies e Pegasisters. Mais, artistas como Luke Chueh, Shojono Tomo e Mark Mothersbaugh estão preparando artworks para o My Little Pony Project próximo mês em Los Angeles.

Mas MLP é, tecnicamente, produzido com foco nos pequeninos e, no sábado a tarde, o Royal/T estava repleto de jovens meninas, e alguns poucos meninos, prontos para atender às núpcias da Princesa Cadance e Shining Armor. O casal real de pôneis está se amarrando num episódio de duas partes que estreará no The Hub sábado próximo. Semana passada pudemos dar uma espiadinha na prévia do episódio.

“A Canterlot Wedding” não é a sua típica extravagância de um casamento na TV. Há intriga, muita ação e, como todos os episódios de MLP: FiM, algumas boas lições. Mas as morais das histórias em MLP: FiM não são necessariamente típicas de desenhos para crianças. Elas são menos sobre comer suas verduras e mais sobre desenvolver habilidades sociais que vão durar o resto de sua vida. Enquanto essas lições são dirigidas às crianças, elas são importantes lembretes para todos.

Dê uma olhada no Top 5 de lições para adultos em My Little Pony: Friendship is Magic logo abaixo.

Lição nº5:  Não Tente Fazer Tudo Você Mesmo.

Episódio: “Applebuck Season” [Episódio 4, primeira temporada]

Applejack é o tipo de pônei que é boa em um monte de coisas, desde lidar com vacas a cozinhar. Ela também está sempre disposta a dar um passo a frente e ajudar um colega. Então, quando seu irmão se machucar durante a época das maçãs, ela se oferece para fazer a colheita totalmente sozinha. Alguns trabalhos são, apenas, grandes demais para uma pessoas, porém. E quando nos recusamos a perceber isso, desastres acontecem.

Lição nº 4: Não Seja Modesto Demais.

Episódio “Boast Busters” [Episódio 6, primeira temporada]

Quando a Grande e Poderosa Trixie chega à cidade, sua “metidice” dá nos nervos de praticamente todos os pôneis que a encontram. Depois de ver as reações que todos tiveram em relação a recém-chegada, Twilight Sparke decide esconder todas as suas próprias habilidades.

Metidos, exibicionistas e sabem-tudo são chatos, mas também existe algo como “modéstia demais”. No mínimo, você corre o risco de ficar na sombra do convencido menos talentoso.

Lição nº3: Não Fique com Medo de Passar Vergonha.

Episódio: Hurricane Fluttershy [Episódio 22, segunda temporada]

Fluttershy, uma pégaso, nunca teve muito talento em voar. Na verdade, os outros pônei tiravam com a cara dela pela sua falta de habilidade e velocidade. Agora, sua amiga Rainbow Dash tenta alistá-la numa missão de pégasos, que ela recusa, primordialmente porque não quer que os outros riam dela.

É difícil encontrar uma pessoa que nunca foi o motivo de uma piada. Por mais difícil que seja esquecer as intimidações, você não pode deixar que isso vire medo. Se deixar, apenas vai deixar que isso o impeça de tentar coisas novas.

Lição nº 2: Não Enlouqueça Por Causa do Futuro.

Episódio: “It’s About Time” [Episódio 20, segunda temporada]

Após receber uma visita dela mesma vinda do futuro, Twilight Sparkle sai numa missão para prevenir o disastre que irá se abater na cidade. O problema é que Twilight Sparkle se preocupa tanto com um potencial acidente menor que ela fica quase inconsciente do que está acontecendo no momento.

Todos nós ficamos incomodados por cronogramas, prazos que não são imediatos e planos para o futuro. Ao nos preocuparmos com eles, estamos deixando passar tudo o que está acontecendo agora?

Lição nº1: Não Leve o Trabalho Tão a Sério a Ponto de Esquecer dos Amigos.

Episódios “Friendship Is Magic, partes 1 e 2” [Episódios 1 e 2, primeira temporada]

Nesse episódio de duas partes que abre a série, conhecemos a protagonista Twilight Sparkle. Ela é uma unicórnio excepcionalmente inteligente e talentosa que sente muito orgulho em ser a pupila número um da Princesa Celestia. Porém, Twilight Sparkle faz pouca coisa além de estudar. Ela não tem uma vida social e parece não querer uma. Isso vira um problema quando Twilight Sparkle encontra uma situação que não pode resolver sozinha.

Amigos são inspiradores. Eles podem nos ajudar a resolver problemas quando a resposta nos foge.

★  ★  

E aí, gostaram?

Com mais esse artigo já é possível notar que a relação da mídia para com o desenho está mudando. Passado o “susto” inicial de que “um-desenho-feito-para-meninas-de-quatro-anos-de-idade” estava atraindo um público totalmente diferente do esperado, agora as pessoas estão tentando entender o porque disso e se convencendo que, de fato, o desenho contém muito mais qualidade e conteúdo do que parece ter.

Como resultado, começamos a ver material muito bacana, como esse artigo. O que é excepcional pois além de ver o preconceito diminuir, somos brindados com esse tipo de material. Que continue nessa tendência 🙂

Fontes: The Round Stable, LA Weekly.

Friendship is Magic, a Magia do Sucesso [ARTIGO]

11 abr

Nos dois últimos anos desde o nascimento do fenômeno do fandom brony, a real dimensão de sua existência ainda não consegue ser determinada, todos os dias novas músicas, desenhos, fan-fics são criadas, isso categoriza uma qualidade do fandom brony em minha opinião, de sempre conseguir se reciclar, de sempre conseguir criar algo novo a partir dos 22 minutos semanais que é a duração do novo episódio da segunda temporada que vai ao ar no canal HUB.

O trabalho de Lauren Faust de longe conseguiu reciclar um desenho que por décadas foi estereotipado com qualidades gráficas ruins e abordagem pública muito simples em algo muito maior que ele mesmo, o que de início era para ser algo parcialmente direcionado para as crianças do sexo feminino e para os pais (próprias palavras da autora) acabou tomando rumos mais do que interessantes, vários homens, adultos, heterossexuais são fãs do desenho o que na visão de um leigo pode ser algo estranho, isso quem acompanha o fandom brony não pode ser nenhuma novidade.


Na minha opinião além da qualidade gráfica do desenho, dos seus personagens cativantes, suas músicas e todos os outros aspectos o que mais determinou o sucesso de Friendship is Magic foram 2 fatores aos quais eu acho crucialmente importantes, o primeiro, a Internet e sua facilidade de compartilhamento rápido de arquivos, e segundo, a própria Curiosidade Humana.

Vou detalhar mais esses dois aspectos, o primeiro há muito para se falar dele, Internet, hoje em dia a Internet faz parte da nossa vida mais do que pensamos, todo dia nos conectamos pelo menos três vezes na internet em diferentes ocasiões, seja por um computador fixo , por um notebook ou pelos Smartphones, com o compartilhamento de informações cada vez mais rápido pela internet é fácil encontrar por ai imagens relativas ao desenho em si ou Crossovers (cruzar 2 temas) do desenho com diferentes temas aos quais quem usa bastante a internet sabe, como: Jogos, Filmes e Música.

O outro ponto está diretamente ligado ao anterior, pode perguntar para qualquer brony como ele conheceu o desenho, grande parte deles vai citar que viu alguma imagem relativa ao desenho em algum fórum, ou dentro de algum jogo como é o famoso caso do jogo Team Fortress 2 onde grande parte do jogo é customizável então sempre aparecem imagens de Pôneis na parede com a opção “Pichar”, ou, os próprios personagens do jogo onde seus moldes em 3D foram substituídos por moldes 3D das personagens do desenho. Isso aguça a curiosidade de quem vê e movido a isso procura mais informações sobre aquela determinada imagem, nessa procura ele acaba achando os episódios ou qualquer outro material relacionado (que como eu disse acima é muito extenso) e ele acaba gostando do desenho e assim se tornando um Brony, com isso o ciclo se repete, com essa determinada pessoa colocando imagens relativas ao desenho em fóruns, redes sociais, jogos e fazendo cada vez mais pessoas conhecerem, procurarem e consequentemente talvez gostarem do desenho.

Agora sim você leitor entendeu o porque que eu escrevi que o fandom brony é ciclo ativo, todo dia se renovando, todo dia trazendo novos “membros” para sua legião, mas, uma pergunta que sempre incomoda quem é fã do desenho é, “Até quando ?”.


Bem, esse é um assunto delicado, quem acompanha seriados sabe que seriados que demoram demais para acabar se tornam chatos ou forçados demais, e ninguém gostaria que MLP: FiM se tornasse algo chato, o que além de ser um ponto válido eu discordo porque eu vejo em MLP: FiM a mesma qualidade que fez de Os Simpsons o seriado com maior número de temporadas, que ele não precisa ter necessariamente uma ordem cronológica, ou seja, um episódio não depende de um anterior, cada episódio é independente, com sua própria história, basta só manter a essência que o tornou um fenômeno, eu acredito plenamente que se MLP: FiM conseguir manter a essência atual mesmo com as constantes mudanças na equipe é capaz de chegar a ter pelo menos umas 6 temporadas.

Retornando ao assunto, eu acredito que, hoje, a Hasbro não tem planos de encerrar o desenho, pelo contrário, ela tem planos de expandi-lo mais devido alguns fatos decorrentes no ano passado, o lançamento de uma nova linha completa de brinquedos inteiramente baseada na sua temporada de maior sucesso com o tema Royal Wedding que consequentemente será o tema do encerramento da segunda temporada de My Little Pony: Friendship is Magic que está tendo investimentos pesados da empresa, o que se supõe que finalmente agora depois de tantas reclamações de fãs os brinquedos serão coerentes com o desenho que passa semanalmente na televisão, e para mostrar que o Fandom Brony mais pelo menos ter a sua “seita religiosa” semanal mantida uma 3ª Temporada foi confirmada para começar a ir ao ar em meados de Setembro de 2012.


Com uma nova linha de brinquedos pronta para sair baseadas em um desenho com um tema que será o encerramento de uma temporada que consagrou um fenômeno em 2011 e uma terceira temporada que promete ser melhor ainda não vejo motivos para o Fandom Brony começar a se preocupar, Friendship is Magic está em seu auge, relaxe e aproveite.

O Fandom Japonês de MLP: FiM

3 abr

Como avisei aqui no blog, estou “semi-ausente” do blog, em meio a uma viagem … mas deixei esse artigo traduzido, “no jeito” pra ser publicado enquanto estou fora. E como no momento estou no Japão, achei que era uma boa hora pra falar um pouco sobre o fandom desse lado do mundo!

(Ainda mais depois da nossa pegadinha de 1º de abril!)

Joshua Walker, do site Everfree Radio, conta um pouco sobre as peculiaridades de como os japoneses vêem MLP: FiM na terra dos animes, e porquê vemos tão pouca produção de pôneis no fandom oriental.

(E diga-se de passagem: pelo menos até o presente momento, em minha viagem, não vi necas relacionado a MLP: FiM aqui no Japão — tanto no comércio mais comum quanto nos redutos otaku.)

★    

Por Joshua Walker  / Tradução: Petra L.
Publicado originalmente em: Everfree Radio, 15/ Março/2012
Matéria Original Aqui 

Digamos que você seja um fã de pôneis globalizado. Você acessa o YouTube, encontra a versão russa de Winter Wrap Up, e acha excelente. Talvez tenha encontrado a versão francesa de Flutterguy mandando ver em Evil Enchantress,  like a boss. Fuçando ainda mais, pode até mesmo ter achado a versão italiana da abertura, que é completamente maravilhística. No entanto, se olharmos bem, vamos notar uma total ausência de pôneis japoneses.

Com exceção dos fandubs da extremamente talentosa Ogatamon, o movimento brony japonês parece estranhamente silencioso. Mas tendo em conta os elementos de inspiração dos animes em MLP: FiM, poderíamos pensar que seria bem o tipo de programa pra eles; o maravilhoso estilo de arte, abordagens sobre cotidiano no roteiro, além de personagens vividamente coloridos e absolutamente pop! O que está rolando, afinal? Por que nossos amigos do Oriente estão tão quietos?

Bem, há uma série de razões, mas nada temam. Existe uma pequena comunidade de fãs de pôneis…você só precisa saber onde procurar.

TV JAPONESA

My Little Pony é pouco difundido no Japão. Programas de TV estrangeiros dificilmente passam por lá. É similar com o que acontece nos EUA: os americanos preferem fazer um remake de um programa do que passar sua versão original, ainda que seja em inglês (exemplo, a série The Office). Como o mercado japonês de animação já está saturado, é praticamente impossível ter algum não-anime sendo exibido nas TVs de lá.

Há barreiras culturais também. O exemplo mais chamativo é que o público japonês identifica desenhos com animais falantes como entretenimento para crianças em idade pré-escolar. Se você acha difícil defender sua preferência por um desenho dedicado a uma faixa de 6 a 12 anos, imagine como seria explicar quando pensam que é pra crianças de 3 a 6!

Sim, há animes clássicos com animais falantes, como Kimba o Leão Branco, mas isso foi em 1965. As coisas mudaram nas últimas 5 décadas. Ainda por cima, a franquia My Little Pony é controlada exclusivamente por uma única companhia chamada Takara Tomy, que é a única interface real da Hasbro com o mercado. (Nota da Tradução: A Takara Tomy produz seus próprios brinquedos no Japão, e tirando a tentativa falha de fazer uma linha de pôneis ao estilo “Hello Kitty” nos anos 80, não pareceram mais interessados em insistir nessa parceria, já que sobrevivem muito bem sozinhos…)

Não podemos dizer que não tenha havido uma história de sucesso ou duas. Powerpuff Girls (Meninas Superpoderosas) se provou ser um grande sucesso sendo exibido via TV a cabo. No entanto, a versão exibida na TV aberta foi o extremamente criticado remake “Demashite! Powerpuff Girls Z.”

NA INTERNET

Nos ermos da Internet, existe uma pequena base de fãs japoneses de MLP. O primeiro lugar onde você pode dar uma olhada é um site chamado “  Read Me! Girls! Diary “. Este blog parece ter começado como um site de Meninas Superpoderosas, e expandiu-se pra falar de de desenhos americanos em geral. Na contagem atual, há cerca de 60 de posts sobre MLP: FiM. Principalmente, explica a cultura peculiar que surgiu a partir do show, junto com explanações sobre o que é um “brony” e o fenômeno Derpy.

Para quem quiser pegar um episódio, a série inteira e alguns conteúdos dos fãs, eles podem ser encontrados “fansubbado” em japonês no NicoNicoDouga — literalmente, “Video Para Sorrir”. (nota da tradução: o NicoNicoDouga é praticamente o youtube japonês.). 

O NicoNico tem uma maneira muito original de exibição de conteúdo, onde os comentários aparecem na tela por rolagem (o famoso “scroll”). Passa praticamente a sensação de um livestream. Infelizmente, o acesso ao conteúdo exige que você se registre no site, o que é um pouco difícil para as pessoas que não sabem ler japonês.

Curte um fanart japonês? Uma boa amostra de material pode ser encontrada no Pixiv, um site semelhante ao deviantART. Só pra constar, há um fã de mangá e de Luna atualmente publicando lá chamado “ Lunatic “, que é bem legal.

No 2ch.net pode-se encontrar um tópico ativo sobre MLP dentro da categoria cartoon. Muitas das conversas espelham estranhamente o que os fãs conversam em inglês, mas de vez em quando entram numa visão tipicamente japonesa do programa.

A maioria dos memes de fãs estão presentes e traduzidos bastante bem; encontramos comentários sobre Trollestia, Derpy, e o terrível fanfic “Cupcakes” que alguém se deu ao trabalho de traduzir. (Por quê? Por que alguém fez isso!?)

Um exemplo de discussão que beira a estranheza é a que teoriza sobre o sistema ferroviário de Equestria, com pérolas que chegam a postular onde Equestria está localizada com base na geografia americana:

“メーンハッタンの元は当然マンハッタン
フィリデルフィアの元はニューヨークの南西にあるフィラデルフィア
この付近にある山はアパラチア山脈なのでエクエストリアはこの近郊。
この付近のアパラチア山脈で大規模な森林地帯はデラウェア近郊なのでポニービルはこの付近。
だから大体元になってるエクエストリア近郊地域はペンシルヴァニア州。
汽車で向かう砂漠地帯は1860年頃の西部開拓時代が元なのでネブラスカやカンザスといったアメリカ中西部。”

TRADUÇÃO:

“Manehattan é uma alegoria para “Manhattan”.
Phillydelphia é uma verdadeira cidade ao sudoeste de Nova York, chamada Philadelphia.
A cadeia de montanhas próxima a Equestria na verdade chama-se “Appalachians”.
A grande floresta acerca dos Appalachians é próxima a Delaware. Esta área é Ponyville.
Isso localiza Equestria dentro do estado da Pennsylvania.
O trem tinha como destino as áreas desérticas, indo em direção ao Centro-Oeste, como Kansas e Nebraska. Ele foi criado na década de 1860, ou a era do “Velho Oeste”.

DIFERENÇAS CULTURAIS

De vez em quando as diferenças culturais se fazem sentir. Uma das mais gritantes é quando Twilight é borrifada por um gambá em “Winter Wrap Up”. Não há gambás no Japão, e o gambá acerta Twi em off — não aparece na tela. Para o público japonês fica tudo confuso: eles a veem seguir um animal parecido com um texugo, e de repente ela está tomando banho por causa de algo que é traduzido como “ketchup”.  Não há conexão aparente entre as duas coisas. Eles entendem que algo nojento aconteceu, mas a dica do prendedor de roupas no nariz passa batida, pois não faz sentido para eles (pros japoneses, esse tipo de “dica visual” é segurando o próprio nariz, ou o protegendo com uma máscara ou pedaço de pano.)

Outro exemplo são as cenas no spa. No Japão, quando rolam imagens de um monte de personagens femininas em casas de banho, em geral isso é visto como uma maneira de apresentar uma carga de teor erótico de forma “disfarçada”. Mas é meio estranho que um desenho sobre pôneis coloridos traga “cenas de banho”.

Por outro lado, há algumas cenas e situações que funcionam muito melhor em japonês. O discurso arcaico de Luna, por exemplo. No Japão, figuras de autoridade dizem as coisas de maneiras diferentes quando falam baixo ao dirigirem-se aos outros. O que faz Luna funcionar tão bem em japonês é que ela estava obviamente em uma situação social, e teoricamente não precisaria falar baixo com ninguém. Não quer dizer que ela estivesse sendo autoritária; era muito mais óbvio pela sua linguagem formal que ela simplesmente estava seguindo o protocolo.

O roteiro de “Heart and Hooves”, com Big Mac e Cheerilee falando bobagenzinhas amorosas com vozes infantis também funciona. Demonstrações públicas de afeto no Japão são realmente evitadas pois são vistas como desnecessariamente chamativas. Por consequência, as reações de estranhamento dos cidadãos de Ponyville fazem perfeito sentido nesse contexto.

MEMES E COMPORTAMENTOS REGIONAIS

Existem memes japoneses de MLP? Eeyup! O mais óbvio é que Big Macintosh tem seu próprio apelido. Ele quase universalmente chamado de “Aniki” (兄貴), que quer dizer “irmão mais velho.” Por sinal, ele está no Top 3 de “best pony” no Japão. Os outros dois são Fluttershy, e, bizarramente… Cheerilee-Sensei!

No caso de  Fluttershy, ela foi promovida a “japonesa honorária” pela maneira como se comporta. Rainbow Dash é quase sempre legendada usando-se discurso masculino, fazendo dela uma “Bokunoko” (僕の子 — nota da tradução: o equivalente japonês a “tomboy”, ou “moleca”; menina que fala com jeito de menino). E na versão japonesa, optou-se por adaptar-se o jeito “caipira” de Applejack falar para um forte sotaque de Osaka (nota da tradução: Osaka é conhecida por ter expressões derivadas de um dialeto próprio e ser uma região onde as pessoas são mais simpáticas e informais.)

Estes, em bem poucas palavras, são os fãs japoneses. Não são muitos em número, mas aos poucos estão aumentando. Fique à vontade para fuçar por aí — mas tenha cuidado. Postar em inglês em uma área de comentários em japonês não é muito legal. Mandar textos à la spam que os outros não vão conseguir ler também não ajuda muito a iniciar um diálogo.

Mas, como se pode ver, há muito potencial para um fantástico intercâmbio  cultural entre fãs de  MLP. 

Fonte: Everfree Radio / Kotatsu Pixiv / Caiko Tanaka Deviantart

Pôneis, pôneis em todos os cantos (do mundo!).

27 mar

Uma das maiores celeumas quando a estreia de MLP se deu oficialmente aqui no Brasil foi por causa da dublagem: feita nos estúdios Centauro, ela  é apenas “aceitável”, no melhor dos cenários.

Pesou muito também contra a dublagem brasileira que a versão americana é excepcionalmente boa. E escolho o termo “excepcional” de propósito pois, convenhamos, em geral a dublagem yankee é fraca. Entretanto, se superou com MLP.

Também, pessoalmente, fazia tempo que não via uma série em que as vozes dizem (sem trocadilho) tanto sobre a personalidade das personagens. A voz mais ‘normal’ e centrada da Twilight, a voz um pouco mais grave e cheia de sotaque caipira da Applejack, a voz rouca e molecona da Rainbow Dash, a voz rebuscada e um que de esnobe da Rarity, a voz mais estridente e alegre da Pinkie Pie e a voz mais branda e tímida da Fluttershy.

Como será que os outros países trataram a dublagem da série? Levaram mais a sério? Dublaram “de qualquer jeito”? Como será que interpretaram as personagens e repassaram isso para suas vozes?

Fazendo bom uso da Wikipedia, o artigo sobre My Little Pony: Friendship is Magic contém uma lista de todos os países que exibem, oficialmente, a série. São 19 dublagens diferentes (ou 20, com o inglês), com exibição em mais de 20 países.
Ei-los: França, Itália, Holanda, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Noruega, Turquia, Suécia, países Árabes (não sei quais exatamente, mas é mais de um), Polônia, México (e outros países latino-americanos), República Tcheca, Hungria, Romênia, Sérvia, Rússia e Portugal.

Recorrendo ao YouTube e Google, consegui garimpar alguns episódios! A sequência está na mesma da lista do Wikipedia que, por sua vez, está em ordem de estreia.


Francês

Italiano

Holandês

Espanhol (europeu)

Alemão

Dinamarquês

Norueguês

Sueco

Árabe

Polonês

Espanhol (américa latina)

Húngaro

Romeno

Sérvio

Russo
Português (Europeu)

 Sempre que possível tentei encontrar o primeiro episódio (assim há a mesma base de comparação), vídeo com episódio integral (tem gente que divide em dois pedaços), HD e bom áudio. Nem sempre foi possível, porém. Nos casos que não encontrei o primeiro episódio, ao menos tentei colocar um em que todas as pôneis aparecem e têm uma quantidade razoável de falas, para que seja possível escutar todas bem o suficiente. Se tudo mais deu errado…. eu tentei. Juro :p
(Procurei e não achei as versões em turco, tcheco,  nem português de Portugal [Valeu, Victoria!] – mas essa última estreou apenas no dia 5 de março. Sei que há versões fandub de polonês e russo.)
 

Meus comentários:

  • A Twilight é mesmo relativamente simples de fazer. Alguns países optaram por uma voz mais fina e feminina, outras mais próximas da original, mas, em geral, são boas;
  • Quase a mesma coisa pra Rarity. Por, provavelmente, ser a mais velha de todas e mais madura, uma voz mais normal cabe bem. Como eu não domino todos os idiomas apresentados, fica impossível eu julgar se ela faz uso de palavras um pouco mais rebuscadas como na versão norte-americana (de ouvido, a versão francesa me pareceu muito boa. Faz sentido, se pensar que a dubladora original é canadense, deve ter alguma coisa ali);
  • A Fluttershy parece que confundem uma voz tímida com uma voz baixa. Ela não parece ser uma personagem tão complicada de interpretar. Só entender que ela é timida, e não afônica (achei a versão holandesa parecidinha com a americana);

       Agora as mais complicadas:

  • Pinkie Pie: ela tem uma voz estridente que é uma coisa padrão na dublagem norte-americana. Eles ADORAM vozes anasaladas e/ou estridentes. Só assistir a um episódio de Simpsons e pronto. Entendem o que eu quero dizer. Só que, nesse caso, é uma voz que combina com ela. Então é difícil de “aceitar” uma Pinkie Pie com uma voz mais normal, à la Twilight e Rarity. Poucos países (para não dizer nenhum!) a deixaram com uma voz mais de “menininha” mesmo;
  • Applejack: Recai um pouco na Rarity, que é a falta de conhecimento do idioma para saber se ela fala com sotaque, se ela tem um jeito mais “tosco” de falar e tudo mais. Enquanto voz, gostei da versão italiana e também da holandesa.
    Mas, surpresa, surpresa!, na versão em espanhol mexicano ela tem sotaque!!! Não consigo identificar da onde (mais parece um brasileiro falando espanhol, sério!), MAS ELA TEM! Se alguém souber identificar de onde é o sotaque, deixe aí nos comentários (por outro lado, a Zekora ficou sem rimas na versão mexicana);
    – 
  • Rainbow Dash: é a mais difícil de todas. Mesmo em inglês, admito, não morro de amores pela voz dela. É americanizada demais. Molecona demais. E isso cria confusão. A dublagem brasileira está aí que não me deixa mentir, que conseguiram deixar a voz mais masculinizada ainda! Parece difícil achar um “meio termo” para ela. Alguns países optaram por deixar uma dublagem bem feminina (acho que para evitar que criancinhas pensem que ela é lésbica ou o que for) e outros ficam grossa demais. De todo modo, gostei da francesa, que conseguiu ficar menos estridente, um pouco mais “menininho” sem ficar masculinizada demais. A versão mexicana também ficou legal.
    – 

De um modo geral, achei a dublagem italiana bastante boa. A mexicana também ficou muito interessante, tirando a vontade de rir sempre porque (perdão, hispanohablantes), aqui no Brasil sempre achamos engraçado alguém falando espanhol. Parece que nesses países eles levaram a sério. Ao contrário do Brasil que parece “mais um desenho que passa na Discovery Kids”.

Outra utilidade também para assistir à MLP em outro idioma é porque pode ser uma ótima forma de praticar, caso esteja estudando uma língua nova 🙂
– 

E vocês, que acharam da Magia da Amizade ao redor do globo?

Fontes: Wikipedia, YouTube.

Canhão Pinkie Pie!

24 mar

Olá, bronies, pegasis, fillies & gentlecolts!

Esse post aqui trata-se de algo relativamente antigo (surgiu nas interwebz há quase um ano), mas além de não ter se tornado menos interessante -ao contrário- a própria Petra me pediu para tratar do assunto. E quando a nossa versão da Princesa Celestia pede, a gente faz 🙂

Começamos nossa história com o usuário do Deviantart tn-scotsman (Kevin Martin), que se define como um artista, hobbista e “variados”. Ah, sim, e um brony também, evidentemente!

Como bom brony, visita diversos sites relacionados a MLP: FiM e se deparou com essa imagem:
Your Argument Is Invalid

Ele relata que “morreu de rir” (também, quem pode resistir, e contra-argumentar, contra um Pinkie Pie Launcher?) e ficou tão interessado que foi correr atrás de mais informações. Encontrou o artista responsável pelo desenho original (o também usuário do DA Flamingo1986 -Zachary Rich), explicou que estava interessado em fazer uma versão real do canhão. Zach não apenas aprovou a ideia (quem não aprovaria?) como providenciou desenhos adicionais, para auxiliar o trabalho de Kevin.

Kevin também tem um blog onde posta seus trabalhos manuais. Naturalmente que também colocou o making-of dos canhões. Eis algumas fotos da produção e do resultado final:

Making of

Resultado final

Pronto para disparar!

Ficou bem bacana, não?

Mas a história não termina por aí!

Um terceiro brony Maximillian Veers (preciso dizer que também é usuário do Deviantart? :P),  viu o trabalho de Zach e Kevin e foi além: fez desenhos de outras personagens com seus respectivos canhões (sim, fillies & gentecolts, Derpy está ali!).

Kevin, como bom brony-artesão, se empolgou ainda mais e, após fazer um Pinkie Pie Launcher e outro Rainbow Dash Tank Launcher, começou a fazer SETE outros canhões. Três deles baseados no trabalho de Max. Os outros quatro são versões customizadas de ideias/pedidos de outros fãs e de Melinda (sua esposa).
“Originalmente, eu ia fazer apenas quatro [canhões], mas daí alguns amigos me deram ideias muito boas para não botá-las em prática” explica Kevin em seu blog.

Num contato direto com Kevin, ele revelou ao EqBR quais são os outros quatro canhões customizados (thanks, Kevin!). Segue a lista:

  • Um Lançador de Chapéus da Applejack;
  • Um Lançador de Esquilos da Fluttershy; (devia ser o mala do Angel, mas…)
  • Um Lançador de Luna da Princesa Celestia (“isso explica como a Luna foi parar na Lua em primeiro lugar” explica Kevin); [!!!!]
  • Um Lançador de Celestia da Luna (“troco”) [o amor fraternal não é lindo?];

No post mais recente, ele continua nos atualizando sobre o desenrolar dos canhões e faz um relato/desabafo (quem é cosplayer sabe como é… :p) :

“Em que raios eu estava pensando? Não, sério, eu acho que perdi totalmente minha sanidade por um momento. Decidir fazer sete lançadores adicionais como o Pinkie Pie Launcer e o Tank Launcher [nota: a ideia de ser um TANK launcher foi da esposa de Kevin!] de novembro, eu devia estar louco.

Ainda assim, estou me forçando em aceitar minha loucura e completar o serviço. O que eu vou fazer com todos eles? Bem, alguns vão até o Dragon*Con [em setembro], outros vou manter, alguns podem virar presentes para amigos e outros podem aparecer no eBay”.

Alguém aí imagina o quanto um fã endinheirado seria capaz de pagar num desses? A se julgar pelos preços que já venderam bonecos customizados, não duvidaria que um canhão chegasse na casa dos quatro dígitos….

Outro comentário importante (visto que talvez até alguns de vocês que estão lendo esse texto agora podem se perguntar):

“Recebi muitas perguntas sobre se os canhões atiram de verdade ou se eu pensei em fazê-los com que atirassem. Primeiro, não, eles não disparam nada. Segundo, sim, eu pensei em fazer um funcionar de verdade, mas quis mantê-los de acordo com os padrões em convenções, e as convenções não curtem muito armas, de nenhum tipo, que disparam. Eu posso depois voltar a mexer nos canhões e fazer uma versão que funcione de verdade, mas isso virá apenas mais tarde.”.

Bem bacana, não? Mais ainda ver como, invariavelmente, foi um trabalho todo colaborativo. Começou com um fanart despretensioso, que incentivou alguém a realizar aquele fanart, que incentivou outra pessoa a criar mais fanarts de canhões, que agora está deixando um artesão louco de tanto fazer canhões 🙂
(e o artista original, Zach, também já criou outros canhões, inclusive um canhão de livros! Será que o pobre Kevin fará um desses também?)

Particularmente, conheço excelentes artesãos no Brasil que tranquilamente conseguiriam fazer um PPL. Apenas se eu conseguisse “ponificá-los”… 🙂

Vale também para vocês que nos leem! Se conseguirem fazer, ou convencer alguém a fazer um desses, mandem fotos!

Para terminar essa matéria, mais uma vez muito obrigado ao Kevin por fazer esses lançadores incríveis e por ter sido tão gentil com pessoal do EquestriaBR!
(to finish off this article, once more a huge thanks to Kevin for making those awesome launchers and for being so nice with us at EquestriaBR!)

Fontes: MyLittleBrony, The Real Redneck Geek, tn-scotsman, Flamingo1986, Maximillian Veers.

MLP: FiM e Seus InFiMdáveis Trocadilhos! [ARTIGO]

20 mar

Eu nem sempre faço trocadilhos. Mas quando eu faço...

Olá, everybrony (e pegasis)!

Meu nome é Gabriel, também conhecido pelo mundo virtual como Neo NiGHTS ®. Caso algum dos frequentadores desse blog também sejam fãs de anime e convenções do tipo, talvez conheçam meu trabalho fotográfico com cosplayers.

Para quem não conhece: muito prazer! Para quem já me conhecia, é um prazer (re)vê-los por aqui.

Fui convidado pela Petra (quem mais?) há pouco tempo para dar uma mãozinha para ela nas próximas semanas e espero poder colaborar com material de qualidade que ela e o Yuski trazem desde que este cantinho foi criado.

(A princípio é por um tempo. Mas quem sabe eu fique…. ? 🙂 )

Uma das coisas que achei mais bacanas no trabalho que a Petra faz aqui é trazer informações (excelentes, por sinal! Eu li todo o blog em dois dias!) em português pensando nos bronies e pegasis que não têm conhecimento de inglês (ou não o suficiente para encarar uma série em inglês puro, sem legendas).

Portanto, baseado nisso, pensei em fazer uma pequena lista de trocadilhos que existem em MLP: FiM que ajuda a trazer ainda mais charme para a série. Provavelmente os fãs mais hardcore já correram atrás dessas informações, mas quem está chegando agora pode se divertir com a quantidade de jogos de palavras (bem inteligentes, na minha opinião) que permeiam a série. De quebra ainda podem aprender um pouco de inglês também.

Ah! Estou fazendo essa lista de cabeça! Se alguém quiser adicionar mais alguma coisa, fique à vontade. Quem sabe não se cria uma seção só para isso aqui no blog? (viu, Petra? #fikdik)

Comecemos do básico:

Já repararam que sempre usam o termo “everypony”, “nopony” e afins?

Isso porque os produtores optaram por trocar o termo “body” (literalmente quer dizer “corpo”. Mas, nesse caso, faz o papel de “alguém”) de “everybody” (every = todo, body = alguém. Logo “todo mundo”), “nobody” (no = não/sem, body = alguém. Seria “sem alguém” ou, simplesmente “ninguém”) por “pony”.

Outro jogo de palavras que tiveram o cuidado de fazer ao trocar humanos (ou partes humanas) por partes equestres, é no uso de “hoof” (cascos) ou “hooves” (cascos). Por exemplo, no episódio “Luna Eclipsed”, quando a Twilight demonstra frustração que ninguém reconhecia sua fantasia de ‘Starswirl, the Bearded’ ela diz “Repare na barra dessa capa! Foi ‘hoofstitched‘” (ao contrário de “handstitched” que seria “bordada à mão”. No caso da Twi, a roupa foi “bordada a casco” [não me perguntem como...]).

Nessa linha de substituir “hand” (mão) por hoof, alguns bronies criaram o termo “facehoof”, em alusão ao “facepalm” (aquele ato de cobrir, com vergonha [alheia], o rosto com a mão). Sem esquecer do “brohoof” que seria o equivalente de “brofist”.

 E as cidades, então? Comecemos com Manehattan (olha o “mane” aí de novo!) que é uma referência à Manhattan (que é o apelido da cidade de Nova Iorque. Que, também por coincidência, tem o apelido de “Big Apple”, ou seja, “Grande Maçã”. Nesse post vocês podem ver que inicialmente o Big Macintosh seria chamado de Big Apple).

Temos Fillydelphia que faz referência à cidade de Filadélfia. Onde “Filly” é o nome dados às equinas jovens (reparem que não raras vezes referem-se às meninas do Cutiemark Crusaders como “fillies”). A título de curiosidade, o termo para jovens cavalos é “colt”.

Outra cidade muito importante para a história de MLP é Appleloosa (Apple = maçã) que brinca com Appaloosa, que é uma raça de cavalo.

Uma cidade que foi mencionada no episódio Luna Eclipsed (se foi mencionada em mais alguma outra ocasião, alguém me corrija!), foi a cidade de Trottingham. Baseada na região norte da cidade de Londres chamada Tottenham, usando “Trot” (trote, do verbo trotar) como trocadilho.

Não podemos deixar de citar também Canterlot. Embora não faça alusão à uma cidade que exista de verdade, é evidentemente inspirada na famosa Camelot. “Canter” no caso é uma forma de trotar dos cavalos adestrados.

Já que mencionei os “colts”, em alguns episódios a Prefeita (“Mayor”. Como assim ela não tem um nome próprio?) da cidade se dirige ao público como “Gentlecolts”. De novo o equivalente humano é trocado por uma versão equina. Ao invés de “gentleman” (senhores, cavalheiros), usa “gentlecolts”;

Mosaico das Mane 6 + Derpy.

E, afinal, por que raios “Mane 6”? Porque, coincidentemente “mane” (crina) tem um som bastante similar a “main” (principal). Ou seja, quando se referem às pôneis como “mane 6”, seria como “main 6” (ou “as seis [personagens] principais”);

No episódio Bridle Gossip, então, Spike se supera! Ao ver (e ouvir!) as modificações que as meninas sofreram por causa da planta poison joke, logo trata de apelidar cada uma das personagens (exceto a Twilight porque, aparentemente, nada rima com Twilight Sparkle). Recordemos:

-Rainbow Dash virou Rainbow Crash (“to crash” quer dizer “bater” no sentido de alguma coisa bater em outra, como em “car crash” [“batida de carro”]. Esse é um trocadilho que depois é repetido algumas vezes durante a série, quando alguém quer pegar no pé [ops, pata!] da Rainbow);

-Pinkie Pie vira Spitty Pie (“to spit” é “cuspir”. “Spitty” seria algo como “babona” [a não ser que alguém queira falar “cuspenta”. Neologismos rlz!]);

-Applejack vira Appletiny (“Tiny” quer dizer “pequeno”);

-Rarity vira Hairity (“Hair” quer dizer “Cabelo”. Ou seja, ficou algo como “Cabeluda”);

-Fluttershy vira Flutterguy (“Guy” quer dizer “cara” [usado para homens]). (Alguém consegue NÃO dar risada com a Flutterguy falando?)

– Ah! Quase esquecia de um dos jogos de palavras mais comum com a língua inglesa em geral: a associação de nightmare com uma égua (ou uma figura equina).

Explico: Se separarmos a palavra “nightmare” (que significa “pesadelo”) em duas teremos “night” (noite) e “mare” (égua). Até por isso que logo no primeiro episódio falam de “mare in the moon” (égua na lua) e depois “nightmare moon” (lua do pesadelo). (Por algum motivo que eu desconheço, a junção das palavras (night+mare) dá “nightmare”  — pesadelo).

Nota Cultural Inútil– Se alguém aí joga/jogava Magic: The Gathering, deve se lembrar da carta Pesadelo [Nightmare] que era ilustrada por um cavalo).

Por ora, que eu me lembre, são esses trocadilhos. Claro que durante os episódios há outros mais leves como, por exemplo, no episódio “Suited for Success” na cena que a Twi faz o “juramento Pinkie Pie” para Fluttershy e ela “(…) stick a cupcake in my AI!!” (onde seria “stick a cupcake in my eye [coloco um cupcake no meu olho], a Twi desastradamente enfia o casco no olho e fazem o trocadilho de “eye” com “ai” (onomatopeia para dor… d’ oh!).

Mas os que eu listei são os mais recorrentes e só demonstram como os produtores tiveram cuidado até com essas coisas menores que adicionam muito mais à série. Também acho que, ao fazer esses trocadilhos, tratam as crianças com respeito e inteligência, não como seres idiotas  incapazes de entender sutilezas (como a mídia muitas vezes trata…)

“Se eu tivesse dedões e não um casco, daria um thumbs up para os produtores” 🙂

Então vai um brohoof mesmo!

Espero que gostem!

Longo Email de Roteirista Fecha a Polêmica Sobre Derpy

1 mar

Após a polêmica modificação feita na voz e nos olhos de Derpy no episódio “The Last Roundup”, o admnistrador do Tumblr Save Derpy, Daniel,  resolveu, entrar em contato com a roteirista do episódio, Amy Keating Rogers, para ir mais a fundo a respeito das modificações.

Em seu email, o admnistrador do site afirma apoiar o show e nada mais querer além de manter uma boa relação com a Hasbro. Assim, ele pergunta: “Dizem por aí que a mudança não partiu da Hasbro, mas de você. O rumor é que você sentiu que a cena era ofensiva e solicitou a mudança. Se isso for verdade, é a explicação mais razoável que ouvi. Queria saber se você poderia comentar sobre esse assunto, eu entendo que você não puder por razões contratuais”.

A roteirista respondeu em um longo e esclarecedor email, que afirmou poder ser aberto a todos os bronies. Sendo assim, trazemos a vocês a tradução completa do depoimento de Amy Keating Rogers sobre o assunto:

“Ufa, essa polêmica tem sido devastadora e cansativa!

Eu realmente não fazia idéia do quanto os fãs estavam chateados com a “Mudança de Derpy” até receber seu e-mail. E eu nem mesmo sabia das mudanças nela até que recebi um email de um fã na semana passada falando sobre isso!

Vou tentar desmentir alguns boatos e acalmar os fãs. Para isso, preciso voltar ao começo de tudo.

Quando escrevi este episódio, o personagem que está sendo tão severamente julgado se chamava “Ditzy Doo” (nota do EqBR: Ditzy Doo já havia sido citada no desenho como uma pônei com mau senso de direção que entregava cartas em Ponyville, e embora não tenha aparecido em cena, os fãs sempre acreditaram tratar-se de Derpy.) Nós já tínhamos estabelecido nos episódios anteriores que ela era atrapalhada (não exatamente o tipo de pônei que você gostaria que estivesse carregando suas coisas numa mudança…) E nós a chamamos de Ditzy pensando nela como sendo um tanto quanto maluquinha.

A cena que escrevi originalmente era bem mais longa e teria um flashback que explicaria exatamente o que Ditzy Doo teria feito para danificar o prédio da Prefeitura. Ela e Rainbow Dash teria ido escoicear nuvens durante uma tempestade. Ditzy Doo teria chegado muito perto do centro de Ponyville. Rainbow ficaria tentando gritar para ela através do barulho dos coices e trovões para que Ditzy se afastasse da cidade. Mas Ditzy não teria conseguido ouvi-la e teria pensado que Rainbow estava lhe cumprimentando pelo seu “ótimo trabalho”. Em seguida, Dizty então acertaria a Câmara Municipal com um trovão. E, por isso, o dano.

Quando fiz um segundo rascunho, me pediram para mudar o nome Ditzy para Derpy como uma “cortesia” para os fãs. Assim, não sabendo que Derpy significava nada além de atrapalhada e desajeitada, fiz conforme me pediram e, logo já tinha terminado o episódio.

Não tive nada a ver com (as mudanças n’)o elenco de voz original. Na minha mente, ela (a dubladora) foi bem tontinha, que é o que o nome original “ditzy” quer dizer. Mas não foi nada com que eu tivesse me envolvido. A cena acabou sendo encurtada porque o roteiro estava longo demais e porque a história não era sobre Derpy / Ditzy. Era sobre Applejack.

Quando este episódio foi exibido pela primeira vez, eu não o tinha visto até que comecei a receber e-mails me agradecendo ou me repreendendo por como havia retratado Derpy. Os e-mails irados realmente me assustaram, pois eu sabia que não tinha escrito uma cena que poderia ser interpretada como insensível às pessoas portadoras de deficiência.

Então, quando cheguei em casa, assisti o episódio. E vi que a cena era mais curto, o que não me surpreendeu. Isso acontece o tempo todo. Escutei a voz de Derpy, e era mais grave do que eu esperava. No entanto, não achei que a cena era ofensiva de qualquer maneira.

Mas eu recebi cerca de 10 e-mails falando o quão ofendidas as pessoas ficaram. Essas pessoas me rotularam de “ableist” (pessoas que
discriminam outras por suas incapacidades físicas)
, uma palavra que eu nunca tinha ouvido falar, dizendo que eu estava sendo insensível ao chamar um personagem de “Derpy”. Então, fiz uma pesquisa sobre o que significava “derpy”, e nas primeiras buscas, o que surgiu foi o sentido de “embaraçoso” e “esquisito”, que é o que eu pensava. Mas então, quando eu fiz uma pesquisa mais aprofundada, descobri que uma das definições é “retardado”.

Agora, imagine como saber disso apertou meu coração. Meu filho Soren é seriamente incapacitado. Nós não usamos a palavra “retardado” em nossa casa, porque ele realmente tornou-se um insulto ofensivo. E embora eu soubesse que era apenas uma minoria de pessoas que definem “derpy” desta forma, ainda me chateou saber que eu tinha sido a roteirista que tinha colocado esse termo lá. Foi dolorosamente irônico, e conta contra o fato de que eu sou um forte defensora dos deficientes.

Mas também quero ressaltar aqui que, pra cada 10 e-mails negativos, recebi cerca de 200 positivos! Eu sabia que a maioria dos fãs não ficaram ofendidos. Tenho e-mails de fãs pais e irmãos de portadores de deficiência, assim como fãs que que eram eles próprios deficientes, e nenhum deles ficou ofendido. No começo, tentei responder a todos esses e-mails, mas então fiquei sobrecarregada. Ainda assim, quero agradecer a todos pelo seu apoio!

Mas eu não era a única sendo contatado a respeito de como Derpy havia sido retratada. O feedback positivo e negativo também chegou até a Hasbro e o canal The Hub. Alguém no Hub que sabe sobre a minha ligação pessoal com deficiência entrou em contato comigo, pedindo minha opinião. Discutimos várias opções sobre o que fazer:

1. Não fazer nada.
2. Cortar Rainbow dizendo “Derpy”, mas manter a voz de Derpy.
3. Cortar Rainbow dizendo “Derpy” e alterar a voz de Derpy.
4. Encontrar uma maneira criativa para mudar o nome de Derpy em um episódio futuro.

E eu estava seriamente dividida sobre que ação deveria ser tomada. Mudei de ideia várias vezes. Era uma situação sem vitória. Os fãs estavam se sentindo ofendidos, não importa o que se fizesse. E enquanto eu não estava me sentindo pessoalmente ofendida pela cena, tentei me colocar na pele de alguém que foi. Sei que se estivesse ofendida por algo que pensei ser depreciativo contra os deficientes,  iria querer que minha voz fosse ouvida. Mas eu também sabia que nunca havia sido nossa intenção retratar alguém com deficiência insensivelmente, então por que mudar?

Quando o telefonema terminou, nenhuma decisão tinha sido tomada. E não foi minha decisão que contou. Sou apenas uma roteirista freelance aqui, não um executivo da rede. Essa decisão ficou pra Hasbro e o canal The Hub. Tenho certeza que eles pesaram o que era melhor para a marca MLP, o programa, o canal, e podem até mesmo ter pesado minha situação pessoal. Talvez tenham querido me poupar de mais e mais cartas raivosas e pessoas me chamando por nomes ofensivos. Pode ter sido só 10 e-mails, mas cada um fez com que eu me sentisse absolutamente horrível. Se o efeito sobre mim foi parte de sua motivação para a mudança, acho que é realmente incrível, extremamente sensível, e muito louvável.

No final, a voz Derpy foi re-dublada para ficar mais “tontinha”. E, novamente, embora eu nada tenha tido a ver com a escalação do elenco, a nova voz ficou mais próximo da que eu imaginava. E, a respeito do nome cortado, se realmente pode ser definido como “retardada”, então pessoalmente fico feliz por esse nome ter desaparecido. Não gostaria que o que escrevo fizesse com que crianças — que são nosso público-alvo da série – chamem outras de “derpy” com esse sentido por trás desse termo.

Enfim, sei que os fãs estão chateados. Mas por favor não fiquem aborrecidos com a Hasbro, The Hub, a Media DHX, os “Fãs Anti-Derpy” ou comigo. Vamos lembrar qual é a mensagem de MLP: FIM: tolerância, gentileza, compreensão e, sobretudo, amizade.

Desejando tudo de bom,

Amy

Após esta longa e detalhada explicação da roteirista, o admnistrador do Tumblr Save Derpy agradeceu e considerou a discussão fechada e decidiu manter o blog apenas como uma homenagem a personagem. 

No entanto, vale a pena reproduzir aqui um trecho do email de Daniel a roteirista:

“Só queria que soubesse que a palavra “derp” é fictícia, e não foi criada como termo para incapacidade física ou mental (…) A propagação do termo vem do episódio 34 de South Park, “A Succubus”, de 21/04/1999, onde havia um personagem chamado Mr. Derp (…) O personagem realizava vários clichês de comédia pastelão, como bater na própria cabeça com um martelo enquanto exclamava “Derp!” 

De minha parte, acho um tanto quanto absurdo que mudem a personagem porque ALGUÉM em ALGUM LUGAR não aprovou o que se fez com ela, já que SEMPRE haverão insatisfeitos aqui ou ali (e antes que me chamem de insensível… tenho parentes mentalmente incapacitados na família.)

E no mais, acredito que o que torna as palavras ofensivas é o uso que se faz delas. Um dia, o termo “especial” pode se tornar ofensivo — no próprio episódio “A Friend In Deed”, Cranky Doodle Donkey fala algo do gênero a Pinkie quando quer depreciá-la (“você é um OUTRO tipo de pônei especial”.) 

Usando a mesma lógica num sentido inverso, usar o termo Derpy associando a uma personagem querida poderia ajudar o termo a PERDER o sentido ofensivo. Em sua carta a Amy Keating Rogers, Daniel diz: 

“(…)Existem pessoas que sofrem de saúde, síndrome de down, e até estrabismo  (que é uma condição onde cada olho se foca em direções opostas, causando deficiência e imperícia na percepção de profundidade) que vieram em massa (no tumblr) contar o quanto Derpy significa para eles. Eles dizem que é raro um personagem na animação e na TV com que eles possam se identificar, e alguns deles são novos com 9 anos de idade.”

 

Ainda assim, o saldo parece ser positivo — nada indica que Derpy desaparecerá do programa, e a polêmica até serviu para esclarecer que ela era realmente a mesma Ditzy Doo que havia sido citada em outro episódio (nada a impede de ter um nome e um apelido!)

A verdade é que não importa o nome — Derpy é a embaixatriz dos bronies, foi nomeada por eles sem qualquer má intenção, e sempre será Derpy para todo o fandom.

Feliz Dia da Derpy para todos! 

Fonte: Save Derpy Tumblr / Equestria Daily / EquestriaNet

As Raízes da Família Apple [ARTIGO]

30 jan

(Faz tempo que não posto nenhum artigo por aqui, né? Já era hora!)

Nesta 2ª Temporada de MLP: FiM os fãs de Applejack e sua família não tem motivos para reclamar: a família Apple tem ganhado mais destaque do que nunca. Não só AJ e Apple Bloom, como Granny Smith e Big Macintosh tem aparecido muito mais, e mais tem se sabido sobre a história dos fazendeiros mais trabalhadores de Ponyville.

Mas uma coisa não dita a respeito da Apple Family, e não tão óbvia para os não fluentes em inglês, é que todos os membros da família tem seus nomes e visuais inspirados em tipos e derivados de maçãs.

Você sabe de onde vem as palavras “Applejack”, “Big Macintosh”, “Granny Smith”, “Braeburn”? Então continue lendo e descubra.

Applejack 

AJ é a diligente pônei à frente da família Apple, e a única (além de Spike) a manter o mesmo nome desde a G1. Aliás, um dos nomes mais interessantes da série — enquanto o “Apple” sugere doçura e feminilidade, a parte “Jack” demonstra seu lado mais “tomboy”.

Mas o que nem todos sabem é que “Applejack” é uma forte bebida de cor alaranjada, produzida a partir de maçãs, muito popular no período colonial americano.

A Applejack era feita da concentração de cidra dura destilada. O termo “applejack” deriva de “jacking”, usado para o tipo de destilação por congelamento usada na produção da sidra — as modernas bebidas Applejack, porém, não são mais feitas de acordo com esse processo tradicional, sendo hoje produzidas industrialmente.

Maçãs e applejack têm sido historicamente fáceis de produzir em pequenas quantidades. A sidra de maçã foi uma bebida importante nos anos colonial e início dos Estados Unidos, particularmente em áreas sem acesso a água potável, embora muitas vezes considerada insuficientemente palatável e volumosa para armazenar. O suco fermentado possuía teor alcoólico inferior a 10%, mas a bebida concentrada com sabor e aroma de maçã continha de 30% a 40% de álcool.

No entanto, por causa do seu processo antiquado de produção, em meados do século XIX, a applejack foi gradualmente perdendo a popularidade para outras bebidas e licores, desaparecendo no início do século XX. O episódio 2 x 15, The Super Speedy Cider Squeezy 6000, é claramente uma menção a esse fato, mostrando como uma bebida feita pelo processo tradicional é “ameaçada” pela chegada dos processos mais modernos de produção.

Big Macintosh

A primeira coisa em que se pensa quando se ouve o nome do garrano de poucas palavras da família Apple são os computadores iMac. Mas tanto os PCs de Steve Jobs quanto o pônei mais famoso de Ponyville tem a origem do seu nome em algo muito mais antigo e tradicional.

A maçã McIntosh foi descoberta em 1796, em Ontário, Canadá, pelo fazendeiro John McIntosh, que cuidou de macieiras descobertas por acaso até obter a primeira maçã do tipo — que combinada com seu sobrenome, foi chamada de “McIntosh Red”. Hoje, é um dos tipos de maçã mais populares nos EUA e em todo o mundo.

Caracteriza-se justamente pela sua cor fortemente vermelha com alguns tons de verde e seu enorme tamanho — exatamente como o único representante masculino da família Apple.

Lauren Faust conta que originalmente a ideia era que Big Mac se chamasse simplesmente “Big Apple”, mas por alguma razão legal, o nome acabou sendo não aprovado. Ela conta também que o rancho Sweet Apple Acres (Rancho Maçã Doce) originalmente se chamaria Big Apple Orchard (Pomar do Big Apple) já que ele teria herdado a fazendo como filho mais velho, enquanto AJ apenas a admnistraria. Mas a autora conta que no final das contas, gosta muito mais de como tudo terminou — com todos os Apples cuidando da fazenda por igual, como uma família.

Apple Bloom

Apple Bloom na realidade nada mais é que “macieira em flor” — o nome da mais jovem membro da família Apple é uma alusão tanto a sua beleza natural quanto ao fato de ainda não ter se desenvolvido totalmente (já que ela ainda é “flor”, e não fruto, como os outros membros da família. Seu esforço para desenvolver logo sua própria Cutie Mark representa esse fato.)

As flores de macieira, que desabrocham na primavera, são muito importantes no cultivo das maçãs, pois são as responsáveis pela sua polinização. As flores de
macieira são aromáticas, de coloração geralmente brancas ou róseas. São muito usadas no paisagismo, pela beleza da sua floração, e já serviram de inspiração para artistas como o pintor modernista Piet Mondrian (que em 1912 criou um dos seus mais conceituados quadros, “A Macieira em Flor”). 

A Macieira em Flor, de Piet Mondrian

Granny Smith

Granny Smith quer dizer, literalmente, “Vovó Smith”. Mas porquê então o nome da pônei mais velha da cidade não seria “Granny Apple”, como seria mais condizente? Ora, porque Granny Smith também é um tipo de maçã!

A maçã foi nomeada por causa de Maria Ann Smith, que cultivou as mudas dessa planta na Austrália, em 1868. A árvore foi pensada para ser um híbrido de Malus sylvestris, a maçã selvagem europeia, com a maçã doméstica. A fruta verde clara tem a casca dura, mas seu recheio é bem macio — assim como a própria vovó da família Apple, que pode ser tão amorosa quanto rígida de acordo com a ocasião.

Este tipo de maçã é usado frequentemente no preparo de tortas — de onde, sem dúvida, veio a inspiração para a Cutie Mark da velha e respeitável senhora que está em Ponyville desde sua fundação.


A verdadeira Granny, Maria Ann Smith

Braeburn

Não podemos nos esquecer do primo distante dos Apples, Braeburn, ilustre cidadão de Aaaaaaaapleloosa!

A Braeburn é um tipo de maçã de porte médio, descoberta em 1952, na Nova Zelândia. O nome surgiu por causa do Braeburn Orchard (Pomar Braeburn), onde seu cultivo comercial se iniciou.

Firme ao toque, essa maçã é mesclada de laranja, vermelho e amarelo, e conhecida por seu forte sabor, que é uma combinação única de doze e azedo — bem condizente com o empolgado parente cowpony, capaz de ir da alegria extrema para a tristeza em um piscar de olhos.


OUTROS PARENTES

Uma das principais características da família Apple é a enorme quantidade de membros. Applejack tem tantos parentes quanto pomares — o que é perfeitamente condizente com o nome de sua família, já que a maçã é uma das frutas com a maior variedade de cultivares da História.

Logo no primeiro episódio, AJ apresenta alguns de seus parentes mais distantes a Twilight. E obviamente, todos os membros citados por AJ também tem seus nomes inspirados em derivados da maçã!

APPLE FRITERAnéis fritos de maçã

APPLE BUMPKIN – Conhecidas aqui no Brasil como Maçã do Amor. É a maçã no palito, passada na calda de açúcar. 

RED GALAUm dos tipos mais populares de maçã, com sabor ameno e doce. 

RED DELICIOUSOutro tipo popular de maçã, mais dura e vermelha.

GOLDEN DELICIOUS  — Maçã amarela, muito grande e doce. Geralmente usada em saladas e “apple sauce” (molho de maçã). 

CARAMEL APPLEMaçãs Carameladas (maçãs passadas no caramelo, e não no açúcar, como as maçãs do amor). 

APFELSTRUDELFolhado de Maçã, sobremesa tradicional austríca.  O personagem faz uma pequena “reaparição” no episódio 2 x 12, “Family Appreciation Day”.

APPLECAKE — Literalmente, bolo de maçã.

APPLEPUDDING — Pudim de maçã (nem sabia que isso existia….)

APPLE PIE — Torta de Maçã, uma das mais tradicionais sobremesas americanas.

APPLE CRISPSobremesa feita de maçãs cozidas cobertas com cascas de maçã torradinhas. Conhecida como apple crumble no Reino Unido, é um prato relativamente moderno. 

(E depois dessa, não tem como não querer reassistir os episódios de AJ comendo maçãs… MUITAS maçãs!)


(Artigo por Petra L.)
Fontes: Wikipedia / Augusto Mota Multiply / Portal São Francisco / Lauren Faust Deviantart /

Amor e Tolerância [ARTIGO]

25 dez

Hoje é Natal — ou como diriam os pôneis, Hearth’s Warming Eve — que o grupo Legendar É Pura Magia traduziu como Dia da Chama da Amizade. Um trocadilho entre Hearth (lareira) e Heart (coração). Pois não é verdade que a amizade aquece os nossos corações?

Uma das coisas mais apaixonantes em MLP: FiM é como o mundo das pôneis e o nosso se co-relacionam sem cair em clichês. Os pôneis tem seu próprio feriado de Halloween e Natal, que embora não tenham a mesma origem que a nossa — afinal, são de um mundo e cultura diferente — têm significados similares. Afinal, qual é o sentido do Natal se não o compartilhar, o doar e receber —  exatamente o que mostra a fábula da Chama da Amizade? Mais do que presentes, é a data pra se repartir a compreensão e a boa vontade.

Sentimentos valorizados tanto no mundo dos pôneis quanto no nosso, e que nos faz lembrar do principal lema do fandom brony: “AMOR E TOLERÂNCIA.”

Segundo o Ensaio de Robin G. Sobre o Meme “Love & Tolerate”, a frase surgiu em maio de 2010 em um post anônimo da famosa /co/ board:

“Hey, brony-hood is about love, acceptance, and tolerance. If you don’t like what your fellow bronies like, you’re free to ignore it. We won’t think less of you, but don’t harsh any other pony’s mellow.”

— Anon, 11/05/10. Thread ID co20999536

(Ser brony é amar, aceitar e tolerar. Se você não gosta do que seus outros colegas bronies gostam, sinta-se livre pra ignorar. Não vamos pensar mal de você, só não seja grosso com quem está de boa.)

O mais impressionante é que até então, apenas 5 episódios haviam sido exibidos — o mais recente fôra “Griffon The Brush Off”. No entanto, as palavras “Amor e Tolerância” espalharam-se rapidamente pelo fandom que se formava, virando um meme quase instantâneo.

“Vou amar e tolerar qualquer porcaria que disser”.

Este é um dos fatores que me chama a atenção desde que entrei no fandom de MLP: FiM, este bordão repetido volta e meia. Amor e tolerância não são qualidades que se encontram com frequência por aí, principalmente na internet, onde a maioria dos usuários quer mais é ver o circo pegar fogo. A abertura para esse tipo de atitude nos bronies até agora me fascina e me comove.

Mas o que é exatamente amar e tolerar?

É possível amar alguém que nunca se viu e está atrás de um monitor?

Já percebi demonstrações de menosprezo aos bronies tanto na net quanto na vida real, aparentemente por haver quem pense que apenas “trouxas” e “covardes” seguem um lema como esse, interpretando a atitude como “amor e tolerância = concordar com tudo e fugir de brigas a qualquer custo”.

No entanto, ao contrário do que alguns podem vir a pensar, amar e tolerar não significa que não se possa tirar sarro ou desafiar alguém. Não significa “bancar o santinho” o tempo inteiro, ou ter calar suas opiniões para nunca desagradar.

Amar e tolerar é, antes de tudo, lembrar que as palavras que vemos escritas em um monitor foram feitas por uma pessoa. Que há um ser humano por trás daquela tela.

Apenas alguém que se vê como inferior aos outros cala suas opiniões, e só quem se pensa superior a todos deseja se impôr a todo custo. Quem compreende que seus interlocutores são seus iguais, defende seus pontos de vista ao mesmo tempo que respeita o direito do outro de pensar diferente de si mesmo. Consegue brincar com o outro como quem brinca com um amigo, sabendo o limite que separa piada de desrespeito. Desafia e questiona através de argumentos lógicos, e não com ofensas vazias.

Amar e tolerar significa que ainda que você não venha a compreender, você se dispõe a aceitar.

Da mesma forma, ser amado e tolerado não significa que tudo e todos estarão à sua disposição, não importa o que faça. Amar e tolerar significa compartilhar. E quem não compartilha respeito, em algum momento deixará de ganhá-lo.

“Amigo… te amar e tolerar tá ficando difícil pra caramba”.

Há pessoas tanto de dentro quanto fora do fandom de MLP: FiM que acreditam que bronies sempre estarão dispostos a aguentar e perdoar de tudo, não importa quantas vezes alguém perca a cabeça ou venha a errar, simplesmente por ser um brony. No entanto, por mais que possa ter mais paciência que o normal, ninguém — brony ou não — merece aguentar desrespeito em silêncio. Aproveitar-se da boa vontade alheia não é tolerância; é abuso. Um brony pode não trocar ofensas com pessoas que dão repetidas mancadas consigo, mas em algum momento poderá ignorá-las, abandoná-las ou deixá-las falando sozinhas.

E o fandom é, de fato, amoroso e tolerante? Embora essa possa ser a intenção na grande maioria das vezes, esse amor e tolerância ainda rolam de maneira um tanto incoerente. Nossa tendência é quase sempre a de pensar que agimos da melhor forma possível, mas que tal aproveitarmos esta data e tentarmos ter um pouco mais de humildade e sensatez, como Smart Cookie, Clover the Clever e Private Pansy, as pôneis da lenda do Hearth’s Warming Eve?

Qual o brony que nunca presenciou alguma forma de intolerância, e concordou ou ficou calado, por ter preguiça de discutir o assunto, por medo do que os outros fossem falar ou por nem pensar muito a respeito do que aquilo significa?

Da minha parte, ainda me espanto quando volta e meia dou de cara com comentários sobre “crianças babonas” e “menininhas chatas” que “estragam” o fandom de MLP: FiM.

Já li ofensas e palavras de menosprezo às primeiras gerações de pôneis, além de apelidos que ofendem outros fãs que também gostam dessas gerações — principalmente por típicos bronies que sentem necessidade de autoafirmação.

Já cheguei até mesmo a ver uma matéria onde (por alguma razão desconhecida) o autor sentiu necessidade de enfatizar por escrito que “apesar de gostar de pôneis no desenho, não ligava pra esses animais na vida real”.

Frase não muito feliz pra uma notícia bem intencionada ^^”

Não há nada de errado em defender sua opinião e fazer brincadeiras, mas há um limite entre brincar e ser abertamente preconceituoso — principalmente dentro do seu próprio fandom.

Ninguém é obrigado a gostar das antigas gerações de pôneis, mas porque fazer questão de dividir os fãs, conclamando a xingá-las, como se isso fosse uma prova de bom gosto?

Porque fingir que o desenho não foi feito principalmente direcionado para meninas e crianças, quando meninas não tem medo de admitir quando gostam de coisas para garotos?

Se alguém consegue superar o estereótipo do pônei como “bicho insuportavelmente fofo” enquanto desenho animado, porque não consegue superar esse pensamento em relação ao animal na vida real?

Isso é amor e tolerância?

“Tolerância e amor. Qual parte você não captou?”

A “chama da amizade” só pode florescer quando há calor. Enquanto houver essa insistência em dividir, como a fábula do Hearth’s Warming Eve mostra que acontecia antigamente entre os pôneis terrestres, os pégasos e os unicórnios, sempre haverá “wendigos” nos espreitando. Sempre estaremos ameaçados pela frieza de nevascas de desentendimentos, discussões feias e brigas — não é à toa que um dos memes mais famosos da net fala “the shitstorm is coming” (em uma tradução livre, “lá vem a chuva de bate-boca”.)

É fácil amar e tolerar quem se parece conosco. É fácil nos dividir demarcando Unicórnias, Pegasópolis e Terralândias. Mas os pôneis só alcançaram a Harmonia quando se dispuseram a abrir seus corações ao diferente. Da mesma forma, nós bronies só conseguiremos ser respeitados pelos outros quando nos respeitarmos verdadeiramente entre nós. Quando conseguirmos aquecer nossos corações.

(E mais uma vez, como espelhos que se refletem, o que é a disposição a Harmonia senão um equivalente ao nosso “Paz na Terra aos homens de boa vontade?”)

Feliz Dia da Chama da Amizade. Quem você vai amar e tolerar hoje?

(Artigo por Petra L.)

Revista Animation Magazine Traz Bastidores do Estúdio de MLP: FiM

18 dez

A edição mais recente da revista Animation Magazine trouxe um divertido painel de fotos mostrando por dentro do Studio B, onde é feita a produção de MLP: FiM.

O diretor Jayson Thyessen e outros artistas foram clicados em seu ambiente de trabalho no Canadá — que por sinal, parece incrível! Me chamou a atenção como a equipe é jovem e descontraída. A cara do programa!

O diretor Jayson Thyessen e sua turma vão
aprontar altas confusões em um estúdio do barulho! 

Para ver a página da revista online, clique aqui.

Fonte: Equestria DailyAnimation Magazine Online
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