Meu Pequeno, Tolerante e Inteligente Pônei: Uma Resposta — Por Lauren Faust [ARTIGO]

11 dez


Este é um dos melhores artigos que já li sobre papéis femininos em My Little Pony: Friendship is Magic — e não é à toa, já que foi escrito por sua autora, Lauren Faust.

O texto de Lauren foi publicado há cerca de um ano no blog feminista Mrs Blog, como direito de  resposta a um outro que saiu no mesmo blog um tempo antes, onde uma colunista acusava MLP: FiM de “homofóbico, racista, e valorizador da mediocridade” (leia a tradução dessa matéria aqui).

A meu ver, a matéria é um bom exemplo de desconstrução de estereótipo — inclusive o das feministas. Enquanto infelizmente existam algumas que saem procurando literalmente chifre em cabeça de cavalo (como a autora da matéria acusatória; leiam e entenderão…); existem também aquelas com senso crítico aguçado e que fazem o possível para mudar o mundo a sua volta no que lhes concerne, como a artista que revolucionou a franquia da Hasbro.

É o que MLP: FiM tenta mostrar, como Lauren fala em seu artigo: não existe um só tipo de pessoa, não existe um só “representante da classe. “

Sei que corro o risco de parecer só uma fangirl, mas como roteirista (para quem não sabe, trabalho escrevendo histórias em quadrinhos), houve momentos enquanto traduzia o artigo de Lauren em que realmente me emocionei. Ela coloca em palavras tudo em que eu acredito. De fato, não foi por acaso que me apaixonei por MLP: FiM.

★  ★  

Por Lauren Faust  / Tradução: Petra L. (Equestria BR)
Publicado originalmente no Mrs.Blog, em 24/12/2010
Matéria original aqui

“Tenho sido feminista por toda minha vida, e como uma artista que trabalha na indústria da animação há mais de 16 anos, tenho lutado para fazer o melhor pelas mulheres e meninas nos projetos de animação dos quais fiz e faço parte. Tento trazer sinceridade e profundidade às personagens femininas com que trabalho e luto em reuniões de roteiro e desenvolvimento para fazer com que personagens femininas sejam mais do que só a típica namoradinha, mães ou sex-symbols. Inclusive, brigo para ver que haja mais do que apenas uma personagem feminina em qualquer projeto que eu esteja trabalhando. Às vezes confronto meus colegas de trabalho (e para crédito deles, às vezes o diálogo é fácil) e às vezes, perco. Meu objetivo, como artista e como contadora de histórias, sempre foi um dia ter meu próprio programa para e sobre meninas.

Depois de anos e anos mostrando projetos de animação direcionados para garotas aos estúdios e redes e sempre ouvir “Isso é ótimo, mas desenhos animado para meninas não dão audiência”, ou “meninas não assistem desenhos animados,” finalmente tenho a oportunidade de ter o meu próprio show. Se chama My Little Pony: A Amizade é Mágica.

Quando estava pra assumir o cargo, confesso que me mantinha cética. Programas baseados em brinquedos de meninas sempre me deixaram com gosto ruim na boca, mesmo quando ainda era criança. Não refletiam a maneira como eu brincava com meus brinquedos. Eu dava às minha pôneis e bonecas Moranguinho diferentes personalidades e criava aventuras épicas onde elas salvavam o mundo. No entanto, na TV, não dava pra diferenciar uma personagem de outra e elas só faziam festinhas intermináveis, riam sem motivo e derrotavam os vilões porque ficavam amigas deles ou choravam, o que fazia o vilão ficar miraculosamente bonzinho. Mesmo com sete anos, esses programas não faziam sentido pra mim e não tinham como manter o meu interesse. Não admira que os meninos na escola dessem risada da minha unicórnio, Trapper Keeper.

Pelo que pude ver desde que cresci, pouco mudou. Quando se vê a qualidade dos desenhos animados para meninas, fica na cara que nenhum artista dava a mínima pra eles. Nenhum desenhista, nenhum colorista de cenários, nenhum animador. Algumas das mais bem-intencionadas e caras produções de animação para o público jovem podem parecer melhores, mas as personagens femininas são tão homogeneizadas com aquele jeitão “de mocinha” que acabam não tendo defeitos e por isso, é impossível nos identificarmos com elas. São todas tão bonitas, educadas e perfeitas… não há conflito de verdade e nada empolgante acontece. Enfim,desenhos animados para meninas pequenas são vistos como chatos. Estúpidos. Ridículos…

É essa a percepção que eu, mais que tudo, tenho tentado mudar em My Little Pony.

E foi por isso que fiquei tão decepcionada quando vi o artigo de Kathleen Richter no Ms. Blog, acusando o programa de homofobia, racismo e valorização da mediocridade. Nesse artigo, ela declara:

Acima de tudo, são essas as lições que My Little Pony ensinam às garotas:

          – Pôneis mágicos e brancos foram feitos pra liderar; pôneis negros foram feitos para servir.

         – Pare de aprender! Você vai superar qualquer obstáculo recorrendo à força pelo número (de amigos).

         – Garotas que usam as cores do arco-íris são lésbicas masculinizadas.

      – É preciso que o governo (uma monarca idealizada e dotada de poder supremo, com um símbolo fálico pendurado na testa) lhe diga o que fazer com sua vida.’

Um surpreendente número de comentários apareceu pra defender o programa, e sou extremamente grata por isso. Sem querer repetir suas respostas novamente, aqui vai minha defesa para essas acusações.

Cor nunca e jamais serviu de indicador racial para pôneis. Quando seus personagens são roxos, azuis, laranja, amarelos, pretos,brancos, vermelhos, verdes e rosa, quem vai dizer qual representa uma pessoa branca, negra ou asiática? As únicas raças em My Little Pony são os pôneis da terra, os pégaso e unicórnios, e eles são todos tratados igualmente, governados por uma líder que encarna os traços de todos os três. Essa líder é branca apenas porque representa o Dia, e ela governa dividindo o poder com sua irmã, que é roxa, para simbolizar a Noite. Gostaria de acrescentar que asseguro a todos que possam ter dúvidas quanto aos guardas ao pé do trono real que suas cores foram escolhidas ao acaso – e eles são pagos pelo seu trabalho.

– No primeiro episódio, a personagem principal, Twilight, é mostrada como uma pônei tão envolvida em seus estudos que não tinha interesse em interagir socialmente. Mas como socializar e fazer amigos é um aspecto importante e saudável na vida de qualquer um, sua mentora a encoraja, basicamente, a sair um pouco e se divertir, brincar. No fim, a personagem fica com a vida bem mais equilibrada, mantendo tanto seus amigos quanto seus estudos. Nos episódios seguintes, ela é frequentemente vista lendo, consultando livros para resolver seus problemas e até mesmo mora na Biblioteca.

– Rainbow Dash tem crina de arco-íris por causa do seu nome e porque tem mais interesse em esportes, mais específicamente, em voar. Ela é uma tomboy (moleca), mas em nenhum momento no programa se faz referência a sua orientação sexual. Como se sabe, o mundo está repleto de meninas tomboys heterossexuais, e assumir que são lésbicas é extremamente injusto tanto para com as tomboys gays quanto as  hetero.

– A Princesa é mostrada como a mentora de uma das personagens principais; sua professora. Ela é uma figura de autoridade e é quase uma segunda mãe. A Princesa instrui Twilight como alguém que tem intimidade com ela e está pessoalmente engajada em fazê-la evoluir. E mesmo que haja historicamente uma especulação de que os chifres dos unicórnios sejam realmente símbolos fálicos, duvido que isso esteja entrando no subconsciente de alguém.

As mensagens que estou REALMENTE tentando trazer através do show são:

– Existem diversas maneiras de ser garota. Você pode ser doce e tímida, ou ser mais corajosa e ligada ao físico. Pode ser cabeça de vento e amigável, ou reservada e estudiosa. Pode ser forte, trabalhadora e dura na queda, ou bela e artística. Esse programa está maravilhosamente livre da síndrome da “representante única da classe feminina” então não há pressão para jogar todos os ideais do que queremos que nossas filhas sejam em um só cesto. Há um enorme número e diversidade de personalidades, ambições, talentos, motivações e também falhas nas nossas personagens — não é um batalhão de menininhas boazinhas ou “gostosas” como vemos na maioria dos programas femininos.

– Encontre o que faz com que você seja si mesma. Siga suas paixões e ambições, não o que os outros esperam de você. Por exemplo, se gosta de esportes, não deixe ninguém sugerir que isso é ‘menos feminino’ e impedir que faça o que ama. Leve os sentimentos dos outros em consideração, mas não a ponto de fazer com que desista de suas metas e sonhos.

– Você pode ser amiga de todos, até aqueles que são completamente diferentes de você. E mesmo que esses relacionamentos, como qualquer outro, tenham momentos de desentendimento e coisas com as quais não vá concordar, isso não quer dizer que sua amizade tenha que acabar.

– Desenhos animados para meninas não precisam ser um monte de coisinhas lindinhas, fofinhas e boazinhas. Garotas gostam de histórias com conflito de verdade; garotas são inteligentes o bastante pra entender enredos complexos; garotas não ficam assustadas ou com medo por qualquer coisa, como todos parecem pensar. Garotas são seres humanos complexos, e elas podem ser fortes,corajosas, gentis e independentes – e por outro lado, podem também ser inseguras, esquisitas, malucas, arrogantes ou teimosas. Elas não precisam sucumbir a pressão de serem perfeitas.

Sim, My Little Pony está cheio de cor de rosa, a líder é uma Princesa e não uma Rainha e não há garotos o bastante em volta delas para retratar uma sociedade realisticamente. Essas decisões não são totalmente tomadas por mim. Tem sido um desafio equilibrar meus ideais pessoais com a necessidade dos meus chefes de vender brinquedos e manter um bom ibope. Faço o melhor que posso pra incorporar suas necessidades de um jeito aceitável, então quando pedem para inserir algum boneco ou kit de brinquedos no desenho, minha equipe e eu trabalhamos em primeiro lugar para que faça sentido com a história. Há também uma necessidade de incorporar um quê de Moda no show, mas apenas uma personagem se interessa por isso e ela não é só uma seguidora de modismos, mas uma estilista que vende suas próprias criações em sua própria loja. Nós a retratamos não como uma consumista, mas como uma artista.

Nunca imaginei que trabalharia em um desenho baseado em linha de brinquedos, mas aceitei o projeto me baseando no amor sincero de minha infância por esses pôneis, e o desejo da Hasbro de criar um programa que não fosse só um longo e enorme comercial. Quando aceitei o trabalho me preparei para as críticas, esperando que muita gente – sem nem mesmo terem visto o programa — imediatamente o rotulasse como estúpido, sem valor, pra bebês e menininhas, ou como comercial de alguma corporação maligna. Encorajo esses céticos a assistirem My Little Pony: Friendship is Magic de mente aberta. Se eu estiver fazendo meu trabalho do jeito certo, garanto que ficarão surpresos.”

Lauren Faust é produtora executiva de My Little Pony: Friendship is Magic
Acima: Desenhos originais de My Little Pony: Friendship is Magic. Personagens por Lauren Faust.
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20 Respostas to “Meu Pequeno, Tolerante e Inteligente Pônei: Uma Resposta — Por Lauren Faust [ARTIGO]”

  1. GZigue 12 de dezembro de 2011 às 4:52 AM #

    Depois dessa ótima resposta da Lauren Faust não sobrou muito o que dizer. =) Concordo com absolutamente tudo.

    E, Petra, te recomendo a leitura de um livro chamado “Direitos Iguais, Rituais Iguais”, do autor inglês Terry Pratchett. Se passa num mundo de fantasia chamado Discworld (um mundo em forma de disco, levado através do espaço por uma tartaruga colossal) e é sobre uma menina tentando entrar na universidade de magia, que só aceita alunos homens. Trata de uma maneira muito interessante essa visão sexista sobre homens e mulheres.

    • Petra 12 de dezembro de 2011 às 4:59 AM #

      Sempre ouvi falar de Discworld, mas só comecei a ler o primeiro volume e não fui muito adiante. Mas simpatizo muitíssimo com o Terry Pratchett.

      Vou procurar esse volume, parece um tema que vai me interessar muitíssimo! =D Obrigada pela indicação!

  2. Eduardo 12 de dezembro de 2011 às 12:56 PM #

    Uau… Depois desse artigo, todos os haters que existem por aí ficam sem palavras… bem de fato o povo do meu convivio ainda não entende porque eu assisto esse desenho… sem ao mesmo prestando atenção no que a historia conta.
    E sobre o discworld. De fato é um livro muito bom por um tema tanto atual…

  3. Grivous 12 de dezembro de 2011 às 1:39 PM #

    Linda matéria traduzida, Petra.
    Chega eu senti aquele calorzinho gostoso aqui dentro.

    Grivous.

  4. Letícia 12 de dezembro de 2011 às 2:56 PM #

    Concordei com tudo que Lauren Faust,principalmente sobre a parte da Rainbow Dash,minha irmã é igualzinha a Rainbow Dash e nunca mostrou ser lésbica,quando era pequena os desenhos que as minhas amiguinhas assistiam me davam a sensação de ser idiota e era isso que os outros deveriam pensar,mas sempre queria uma grande aventura.Mas acho que depois dessa resposta acho que não tem que apontar como defeito.

  5. Feral (@Feralblade) 12 de dezembro de 2011 às 4:05 PM #

    Também existe um ponto positivo no fato de a Dash parecer lésbica:

    “Se ela for… e daí?”

    Uma das maiores mensagens do desenho, que é inclusive citada e explicada pela própria Faust, é preservar a amizade e a tolerância, apesar de todas as diferenças — que são simplesmente parte de nós mesmos.
    Quer melhor maneira de simbolizar e pregar isso do que uma das personagens ser lésbica, e mesmo assim não ser tratada de forma diferente por ninguém? Ninguém cita a sexualidade da RD (nem mesmo a Faust), e notem que da mesma forma que ninguém diz que ela é lésbica, ninguém diz que ela é hetero; simplesmente não é relevante para a forma como as personagens se tratam. Ela é a Rainbow Dash. Sem rótulos, sem preconceitos: apenas ela mesma.

    Isso traz dois excelentes ganchos: garotas heterossexuais podem ver no desenho uma lição sobre como amar e tolerar suas amigas lésbicas, e vê-las como vêem qualquer outra amiga, e também garotas lésbicas podem ver em Rainbow Dash uma identidade; e se identificar com alguém em uma série é uma das chaves para engajar a/o espectador/a.

    Ponto positivíssimo pra a Faust e para a série, para somar com todos os outros grandes pontos que fazem a maestria de MLP;FiM no ramo da animação.

    LAUREN FAUST BEST PONY

    • Petra 12 de dezembro de 2011 às 4:06 PM #

      Falou TUDO Feral! É isso mesmo!

  6. victoria 12 de dezembro de 2011 às 6:13 PM #

    Querido Feral, tu estais cierto disso:
    Estou sem palavras a descrever como Lauren está certa sobre disso….sem palavras….ñ devemos jugar a pessoal por ser lésbicas ou outras coisas, devemos aceita-lá por ser diferente de nós, me lembro o episódio que Apple Bloom está querendo uma cutie mark só para entra na festa de Diamond Tiara,é quase o mesmo q RD querendo se tornar mas feminina, q tem em comun é querer se tornar aquilo q a mairoria é, só para ñ acharem estranho ou falar mal , confesso q já fui assim…confesso.Exemplo, todo mundo torce por corithias, é echem seu saco só pq ñ torce pra ele, e vc vai lá torce sem s quer o q é q seja só pra deixarem em paz, na maioria das vezes fingimos gostar de coisas q ñ sabemos o q é , é como ser Brony é ñ saber o q diacho é isso.Se amiga é se gosta de alguem q seja difetente ou q age diferente de vc, ser amiga é ñ se importas se é gay. negro, machista,branco, e por ai vai, se amiga é se vc mesma e ñ o q os outros querem, isso é o verdadeiro significado da amizáde, The Art Of Friendship.Tenho muito orgulho d ser brony e ñ importo o q os outros dizem, graças a deus posso ser q eu quisser: eu mesma, tenho 15 anos e ñ ligo se estranharem q sou velha demais pra gostar d coisa infântil, aida mais q FIM atrai pessoas jovem e adultas, afinal”o desenho é livre para todos os públicos(até pro haters)”é ñ “não é recomendávei para jovens e adultos, é como precisa ser criança pra assistir FIM .Espero ter deixado bem claro é ñ ter falado bobagem, pq gastei tudo q tinha*mucha*.

    • Petra 12 de dezembro de 2011 às 6:17 PM #

      Acho que não existe idade pra gostar de nada, desde que não prejudique os outros….

      Se com 15 anos já acusam as pessoas de “serem velhas demais pra gostar dessas coisas”, que vão dizer de mim que tenho o dobro? XD

      Mas nem ligo =) Afinal, são ADULTOS que produzem esses desenhos maravilhosos. É preciso que continuem existindo adultos que mantém a capacidade de sonhar.

      • victoria 12 de dezembro de 2011 às 6:53 PM #

        ok,acho q exagerei…..ñ, eu exageirei mesmo X3 *facepalm* Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado XD

      • Feral (@Feralblade) 12 de dezembro de 2011 às 8:37 PM #

        Hehe, como disse Jayson Thiessen, diretor supervisor da série “‘Good’ has no demographic”. Ou seja, algo “bom” simplesmente ultrapassa barreiras como sexo, idade, nacionalidade e o que for.

        Cá estou eu, cientista da computação, já acima dos meus 20% de vida, diante de meu computador. À minha direita há duas miniaturas do DeLorean de Back to the Future. À minha esquerda, Pinkie Pie, Twilight Sparkle e Applejack (faltou conseguir a Dash T_T).

        E eu só tenho uma coisa a dizer. Na verdade, vou deixar que a Vinyl Scratch diga isso por mim:

  7. Snowmeow 13 de dezembro de 2011 às 12:20 AM #

    Se tem uma coisa que eu posso dizer é que, hoje, os desenhos concebidos para garotas podem ser divididos em A.L.F. e D.L.F. (Antes de Lauren Faust e Depois de Lauren Faust).

    Não há mais o que eu possa dizer além disso, e as pessoas que ficam procurando pêlo em ovo poderiam fazer algo mais instrutivo, tipo, rachar lenha a machado, carpir uma roça, puxar um arado quando o burro cansar, essas coisas.

    E putz, imagine a Lauren tendo carta branca para modificar Strawberry Shortcake…

  8. arthur025 13 de dezembro de 2011 às 1:19 AM #

    que preguiça… mas ja q é da petra faço o esforço ^^

  9. arthur025 13 de dezembro de 2011 às 1:28 AM #

    acho q ela nem esperava tanta fama entre os meninos ^^

  10. Íris 18 de dezembro de 2011 às 5:39 PM #

    Nooooooooossa!
    Adorei a resposta da Lauren … principalmente no “meninas não têm de ser perfeitas”!
    Que mente doentia a dessa pessoa!
    E eu achava que eu é quem via maldade em tudo …
    Lamentável!

    • Petra 19 de dezembro de 2011 às 5:02 AM #

      Esse artigo da Kathleen Richter é uma vergonha mesmo. E mais decepcionante é que ela faz quadrinhos…. argh. Se ela não tem capacidade de interpretar, como vai ter capacidade de escrever o que quer que seja?

      Só serviu mesmo pra dar origem a esse lindo artigo da Lauren. Ela se colocou muito bem, denunciando todos os problemas do que a indústria faz em relação ao “entretenimento feminino”, e os seus ideais para um público de mulheres e garotas — que são tão perfeitamente condizentes e tão coerentes que seus trabalhos atraem tanto mulheres quanto homens, mantendo metas feministas.

      Isso de “elas não tem que sucumbir à pressão de ser perfeitas” é perfeito. Queria eu que mais programas mostrassem isso.

  11. Carine Belau 29 de janeiro de 2012 às 7:58 PM #

    Simplesmente espetacular! Eu nunca vi o desenho My Little Poney, mas acredito que como a maioria das pessoas eu tinha uma “ideia formada” de que o desenho não passava de mais uma animação bestinha como qualquer outro desenho para menina. A defesa da autora me surpreendeu, eu nunca tinha pensado no desenho por esse lado, mas eu percebi que além da diferença entre os visuais as personagens tinham personalidades diferentes, a Lauren ela trabalha exatamente com os tipos de meninas que encontramos em escolas, as que vivem separadas em seus grupinhos e que muitas vezes se tornam superficiais, mas eu a vejo pegar essas meninas e transformar suas personalidades individuais com um toque de amor ao próximo e com valor a uma amizade e a aventura. Eu concordo com a Lauren que meninas são muito mais que coisas foas, a minha barbie por exemplo era a rainha dos dinossauros do meu irmão e vivia grandes aventuras no periodo jurassico! Outra coisa que me chama atenção, quando meu irmão veio me mostrar My Little Poney a primeira que me indentifiquei foi a Rainbow Dash, além dela ser super colorida é muito energética e aparentemente determinada, eu sou uma menina moleca, varias atitudes minhas são masculinas e nem por isso sou lésbica, e se a personagem fosse lésbica não pregaria nada mais que uma igualdade e não homofobia. Sobre a questão do racismo é fato de que muitas apologias racistas são vista em programas de tv, mas estamos falando de poneis coloridos, em que momento poneis de todas as cores que se dão super bem é uma apologia racista? Ao meu ver o programa vai ajudar na formação de meninas longe de uma ideologia machista que está implantada em nossa sociedade e vai ajuda-las a se encontrarem e darem valor a amizade, que é algo que tem se perdido atualmente.

    • Petra 29 de janeiro de 2012 às 8:02 PM #

      Que prazer receber um comentário como o seu, querida! Concordo com tudo o que disse. Essa é uma das razões pelas quais eu adoro esse desenho, mesmo já sendo adulta.

      Sei que está participando da promoção pelo seu irmão, mas é realmente um prazer ver leitores que tem mais a dizer, como você.

      Gostaria que TANTO você QUANTO seu irmão participassem dos comentários do blog ^_^ Ele também seria muito bem vindo aqui!

      Um grande abraço!

  12. Jaya 25 de março de 2012 às 9:24 PM #

    Èu concordo com todos vocês,e meus melhores amigos também.Na escola,algumas meninas ficam zoando comigo só por eu não usar saias,vestidos,não passar maquiagm,batom…é,garotas não tem qe ser “perfeitinhas” o tempo todo.

  13. Kajh Loba 27 de abril de 2012 às 7:53 PM #

    Desde o início eu amei MLP:FiM. E depois de começar a vê-lo, virei uma fã da Lauren. Mas depois dessa, ela merece o respeito de muita gente.
    Cara, é bom saber que uma das minhas ídolos pensa igual a mim. Ela, agora, virou minha heroína.
    Como ela mesmo disse, garotas não precisam ser perfeitas e há várias maneiras de ser você mesma e não deixar de ser uma.
    A Lauren merece parabéns.

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